Escolher uma agência de Marketing pode parecer simples. Fazemos uma pesquisa, pedimos algumas propostas, comparamos serviços, portefólios e preços e tomamos uma decisão, mas na prática, nem sempre é assim.
Hoje, uma PME pode encontrar agências especializadas em redes sociais, performance, branding, SEO ou conteúdos, agências 360º, consultoras e empresas que trabalham em modelos de outsourcing. Muitas apresentam serviços semelhantes e, à primeira vista, pode ser difícil perceber o que realmente as distingue.
Por isso, antes de perguntar “qual é a melhor agência?”, talvez seja mais importante fazer outra pergunta: “de que tipo de apoio é que a minha empresa precisa?”
A agência certa não é necessariamente a que tem mais serviços, mais clientes ou a proposta mais barata. É aquela cujo modelo de trabalho, competências e capacidade estratégica melhor respondem aos objetivos e à realidade da empresa.
Antes de procurar uma agência, perceba aquilo de que precisa
Uma empresa pode procurar uma agência porque quer gerar mais leads, melhorar a sua presença digital, lançar um novo produto, entrar noutro mercado ou simplesmente porque sente que está a fazer muitas ações de Marketing sem uma direção clara.
Também pode já ter uma pessoa ou equipa de Marketing, mas precisar de competências que não existem internamente.
São situações diferentes e não devem levar automaticamente à mesma solução.
Antes de pedir propostas, vale a pena perceber:
- O que queremos que o Marketing ajude a resolver?
- Que competências já temos dentro da empresa?
- Precisamos de apoio numa área específica ou em várias?
- Procuramos sobretudo execução ou também estratégia e acompanhamento?
- Que recursos conseguimos disponibilizar internamente?
- Qual é o orçamento disponível?
Não é preciso ter todas as respostas. Aliás, uma boa agência deve ajudar a fazer algumas destas perguntas antes de apresentar uma solução.
Agência, consultoria ou outsourcing de Marketing?
Esta distinção é particularmente importante para uma PME.
Se a empresa tem uma equipa estruturada e precisa apenas de apoio numa área específica, pode fazer sentido contratar um serviço especializado.
Se existe capacidade interna para executar, mas falta direção, prioridades ou uma visão externa, a necessidade pode estar mais próxima de uma consultoria de Marketing.
Mas há ainda outro cenário muito comum: empresas que não têm um departamento de Marketing completo e precisam de estratégia, planeamento, diferentes competências e capacidade de execução de forma continuada e é aqui que entra o outsourcing de Marketing.
Neste modelo, a equipa externa funciona como uma extensão da empresa. Não recebe apenas uma lista de tarefas para executar, mas participa na definição da estratégia, planeia, coordena diferentes áreas, executa e acompanha os resultados.
Na BOOMER, por exemplo, trabalhamos precisamente desta forma. O nosso processo começa pelo diagnóstico do negócio, passa pela definição da estratégia e das prioridades e só depois pela execução e acompanhamento.
Isto não significa que o outsourcing seja a resposta certa para todas as PME, significa que antes de escolher uma agência é importante perceber que tipo de relação queremos estabelecer com ela.
1. A agência tenta perceber o negócio antes de apresentar soluções?
Este é um dos primeiros sinais a observar.
Imagine que uma empresa chega a uma reunião convencida de que precisa de publicar mais nas redes sociais.
Pode precisar, mas o problema também pode estar no posicionamento, no website, na proposta de valor, na geração de procura, na articulação com a equipa comercial ou simplesmente na ausência de uma estratégia.
Se a conversa começa imediatamente pelo número de publicações mensais, campanhas ou vídeos a produzir, há várias perguntas importantes que ficaram por fazer.
Quem são os clientes? O que distingue a empresa? Quais são os objetivos? O que já foi feito? O que está a funcionar? Onde estão as principais dificuldades?
Na BOOMER, esta é precisamente a razão pela qual o diagnóstico é a primeira etapa do nosso processo. Antes de definir ações, procuramos perceber o mercado, a concorrência, o posicionamento, a presença digital e a organização interna do Marketing.
Uma agência não precisa de conhecer a empresa tão bem como quem trabalha nela há dez anos, mas precisa de estar disposta a conhecê-la antes de decidir o que fazer.
2. Existe uma estratégia ou apenas uma lista de serviços?
Redes sociais, Google Ads, newsletters, SEO e artigos de blog podem fazer parte de uma estratégia, mas não são, por si só, uma estratégia.
Uma proposta pode ter muitas ações e continuar sem explicar porque é que aquelas ações fazem sentido para aquele negócio.
Que público queremos atingir? Que objetivo tem cada canal? O que queremos que aconteça depois de alguém ver um anúncio ou visitar o website? Como se relacionam as redes sociais com o conteúdo, a publicidade, o email marketing e a área comercial?
Para uma PME, esta questão é especialmente importante porque os recursos são limitados. Fazer mais não significa necessariamente fazer melhor.
É também aqui que estratégia e execução não devem viver separadas. Uma boa estratégia que nunca sai do papel tem pouco valor, uma execução consistente sem direção pode significar tempo e orçamento investidos nas prioridades erradas.
3. O portefólio é importante, mas procure perceber o que está por detrás dele
Naturalmente, vale a pena conhecer os clientes, projetos e casos de estudo de uma agência, mas não procure apenas trabalhos visualmente apelativos ou empresas do mesmo setor.
Um bom case study deve permitir perceber qual era o desafio, que estratégia foi definida, o que foi feito e que resultados ou mudanças foram alcançados.
Na BOOMER, por exemplo, trabalhamos com empresas de setores muito diferentes. A CARFAST precisava de estruturar e desenvolver a comunicação de uma marca de rent-a-car; a Cervejaria Gazela exigia trabalhar uma marca com forte ligação à tradição; a Neveiros precisava de atualizar a comunicação de uma marca histórica de gelados. Os setores e desafios são diferentes, mas o processo começa sempre por compreender o negócio e definir o caminho antes da execução.
Por isso, não é obrigatório que uma agência já tenha trabalhado exatamente no seu setor. Por vezes, a experiência noutros mercados pode até trazer referências, abordagens e perguntas diferentes.
4. Quem vai realmente trabalhar com a sua empresa?
Durante uma apresentação comercial pode conhecer diretores, estrategas e especialistas de várias áreas, mas quem estará presente quando o projeto começar?
É importante perceber quem será o principal ponto de contacto, que profissionais estarão envolvidos e a que competências terá efetivamente acesso.
Esta questão ganha ainda mais relevância quando uma PME procura um parceiro para trabalhar várias áreas.
Estratégia, design, copywriting, social media, paid media, SEO, web e análise de dados exigem competências diferentes e é difícil esperar que uma única pessoa tenha o mesmo nível de especialização em todas elas.
Uma das vantagens que procuramos oferecer através do outsourcing da BOOMER é precisamente o acesso a uma equipa multidisciplinar, mantendo um gestor de conta dedicado e uma estrutura coordenada.
5. Como funciona a relação no dia a dia?
Há propostas que parecem excelentes no papel e se tornam difíceis quando começa a execução, por isso, pergunte também como funciona a relação depois da adjudicação.
Existem reuniões regulares? Quem acompanha as prioridades? Como são aprovados os trabalhos? Como são partilhados os resultados? O que acontece quando surge uma necessidade que não estava prevista? A estratégia é revista ao longo do tempo?
Estas questões parecem operacionais, mas influenciam diretamente a qualidade da parceria.
O Marketing muda, o negócio também. Um plano definido no início do ano pode precisar de ajustes alguns meses depois.
É por isso que, nos nossos planos de outsourcing, incluímos acompanhamento regular, reuniões semanais e reporting mensal. A estratégia não deve ser um documento que se faz uma vez e fica esquecido numa pasta, deve orientar a execução e ser ajustada à medida que surgem resultados, aprendizagens e novas prioridades.
6. Como são medidos os resultados?
“Vamos aumentar a notoriedade.”
“Vamos melhorar o engagement.”
“Vamos fazer crescer a presença digital.”
Tudo isto pode fazer sentido, mas é insuficiente se não percebermos como será avaliado.
Os indicadores devem depender dos objetivos. Uma campanha de notoriedade não é medida exatamente da mesma forma que uma campanha de geração de leads. Um trabalho de reposicionamento também não deve ser avaliado apenas pelo número de gostos numa publicação.
Antes de escolher uma agência, procure perceber se existe uma ligação clara entre objetivos, ações e indicadores.
E tenha algum cuidado com promessas demasiado concretas antes de existir informação suficiente para as sustentar.
7. O preço deve ser comparado com aquilo que está incluído
O orçamento é, naturalmente, um dos fatores de decisão de uma PME.
Mas duas propostas com preços diferentes podem estar a vender coisas completamente diferentes.
Uma pode incluir apenas execução, outra pode incluir diagnóstico, estratégia, acompanhamento, várias especialidades, produção e análise de resultados.
Antes de comparar valores, é importante perceber exatamente o que está incluído.
Na BOOMER, esta foi também uma das razões para estruturarmos diferentes planos de Outsourcing de Marketing.
8. E se já existir uma pessoa de Marketing na empresa?
Ter uma equipa interna não significa que uma agência deixe de fazer sentido, aliás, muitos modelos funcionam precisamente através da combinação das duas estruturas.
A equipa interna conhece profundamente o negócio, acompanha o dia a dia e está próxima das restantes áreas da empresa. Um parceiro externo pode acrescentar visão estratégica, especialização, capacidade de produção ou competências que não faria sentido contratar internamente a tempo inteiro.
O outsourcing também não significa “entregar o Marketing e desaparecer”.
Na BOOMER, podemos funcionar como a estrutura externa de Marketing de uma PME sem departamento próprio ou trabalhar lado a lado com uma equipa já existente, reforçando competências e capacidade de execução.
Então, como comparar diferentes agências?
Depois das reuniões e propostas, tente avaliar todas as opções com os mesmos critérios.
Mais do que perguntar qual é a agência “melhor”, procure perceber:
- Compreendeu verdadeiramente o nosso negócio e o desafio?
- Apresentou uma estratégia ou apenas uma lista de serviços?
- Tem as competências de que precisamos?
- Consegue mostrar como pensa através dos seus projetos e casos de estudo?
- Sabemos quem vai trabalhar connosco?
- Existe uma metodologia clara?
- Percebemos como será feito o acompanhamento?
- Os resultados serão avaliados de acordo com os nossos objetivos?
- A proposta é transparente sobre aquilo que inclui?
- O modelo de trabalho é compatível com a nossa empresa?
Como trabalhamos na BOOMER
Ao longo dos anos, percebemos uma realidade comum em muitas PME: o problema raramente é apenas a falta de ações de Marketing.
Muitas empresas já publicam nas redes sociais, fazem campanhas, têm um website, enviam newsletters ou trabalham com diferentes fornecedores, o que falta, muitas vezes, é direção, estrutura e acompanhamento.
Foi também a partir dessa realidade que a BOOMER evoluiu para um modelo assente em outsourcing e consultoria de Marketing.
Para algumas empresas, funcionamos como a própria equipa externa de Marketing, para outras, reforçamos uma estrutura interna que já existe e, quando a empresa tem capacidade de execução mas precisa sobretudo de orientação, podemos trabalhar através de consultoria.
O modelo depende da necessidade, mas a lógica mantém-se: compreender primeiro o negócio e só depois decidir o que faz sentido executar.
Se quiseres perceber se o modelo de Outsourcing de Marketing faz sentido para a tua empresa responde a este rápido Quiz!

