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Porque é que algumas marcas aparecem nas respostas da IA… e outras não?

Durante anos, a grande preocupação das empresas era relativamente simples:  Aparecer na primeira página do Google, mas o cenário das pesquisas mudou. Cada vez mais pessoas recorrem ao ChatGPT, Gemini, Copilot ou às AI Overviews da Google para procurar informação, comparar produtos ou pedir recomendações.

Em vez de escreverem duas ou três palavras-chave, fazem perguntas completas e esperam uma resposta pronta. Podemos dizer que a pesquisa está a mudar e, com ela, muda também a forma como as marcas são descobertas. 

Mas há uma questão que começa a surgir com frequência: Porque é que algumas empresas aparecem nas respostas da Inteligência Artificial e outras simplesmente não?  

A resposta não está num “truque” ou numa nova técnica milagrosa. Na verdade, aquilo que a IA faz é procurar informação em fontes que considera credíveis, consistentes e relevantes, ou seja, continua a depender da qualidade da informação disponível na internet. A diferença é que, em vez de apresentar uma lista de links para o utilizador escolher, sintetiza essa informação e entrega uma resposta direta. 

Isto significa que já não basta ter um website, também não basta publicar artigos de forma esporádica ou estar presente nas redes sociais. As marcas que têm maior probabilidade de serem referenciadas são aquelas que conseguem construir autoridade ao longo do tempo. Publicam conteúdo útil, respondem às dúvidas dos utilizadores, mantêm a informação atualizada e são referidas por outras fontes de confiança. É exatamente essa consistência que ajuda os modelos de IA a perceber quem merece ser citado.  

Ao contrário do que muitos pensam, a IA também não “inventa” respostas sobre as empresas. Sempre que possível, baseia-se em informação pública existente. 

Um estudo conduzido pela Yext, que analisou 6,8 milhões de citações em respostas geradas pelo ChatGPT, Gemini e Perplexity, concluiu que 86% das referências utilizadas pelos modelos de IA têm origem em fontes geridas pelas próprias marcas, como websites, páginas institucionais e perfis oficiais. Ou seja, aquilo que a empresa publica continua a ser um dos principais fatores para influenciar a informação que a Inteligência Artificial utiliza para construir as suas respostas. 

Ao mesmo tempo, a forma como pesquisamos está a mudar rapidamente. As AI Overviews da Google já chegam a milhares de utilizadores e estão a alterar o comportamento de pesquisa, reduzindo significativamente o número de cliques para os websites em muitas pesquisas informativas. Em vez de visitar vários sites para encontrar uma resposta, muitos utilizadores ficam pela resposta apresentada pela própria IA. Isto representa um desafio evidente para as empresas, pois se não fizerem parte dessas respostas, a probabilidade de serem descobertas diminui.  

É precisamente por isso que o conceito de GEO (Generative Engine Optimization) começou a ganhar relevância. Não se trata de substituir o SEO, mas de perceber que otimizar um website para motores de pesquisa já não é suficiente. Atualmente, é necessário pensar também em como a informação da marca pode ser compreendida, contextualizada e utilizada pelos sistemas de Inteligência Artificial. A boa notícia é que os princípios continuam a ser semelhantes: conteúdo relevante, estrutura técnica sólida, informação consistente e autoridade digital continuam a ser a base. O que muda é o destino final dessa informação, pois já não queremos apenas aparecer nos resultados de pesquisa, queremos também ser a resposta.  

A verdade é que ainda estamos no início desta transformação. Não existe uma fórmula única, nem uma checklist infalível que garanta presença nas respostas da IA. Os próprios modelos evoluem constantemente e utilizam critérios diferentes para selecionar as fontes, mas uma coisa é certa, as marcas que começarem já a construir autoridade digital estarão mais preparadas para a forma como as pessoas vão procurar informação no futuro. 

É precisamente sobre esta mudança que vamos falar na 3.ª edição da BOOMER TALKS. 

No dia 29 de julho, às 11h00, vamos receber o Hélder Mesquita, especialista em SEO e GEO, para uma conversa sobre “SEO/GEO: Como a IA está a mudar a forma como encontramos marcas online”. Vamos explorar o impacto da Inteligência Artificial na pesquisa, perceber o que está realmente a mudar e, acima de tudo, o que as empresas podem fazer para continuar a ser encontradas numa nova era da pesquisa. 

👉 A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição. Garante já o teu lugar e junta-te à conversa: https://boomer.pt/boomertalks-3a-edicao/ 

 

autor

Margarida Fernandes

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