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Imprimir é um ato mais complexo do que parece, não é apenas pegar num design e imprimir numa folha de papel. Dependendo do projeto, o processo de desenvolvimento de uma peça envolve escolha de imagens, artwork, layout, preparação para impressão, impressão, acabamentos, laminação, dobragem e até encadernação. Posto isto, são várias as possibilidades de alguma coisa poder falhar! Até designers com experiência podem cometer erros de iniciante quando não estão confortáveis com alguns detalhes da peça que estão a desenvolver. Assim que a impressão avança já não há volta atrás!

Printready é um termo usado para descrever um ficheiro que contém todas as especificações necessárias para produzir uma impressão de alta resolução sem necessitar de nenhuma alteração ou intervenção adicional.

 

Vemos constantemente erros de impressão como imagens pixelizadas, ou cores que não vão até ao limite da superfície. Quando uma impressora recebe um ficheiro que não está bem preparado para impressão, corrigir essa situação vai custar tempo e dinheiro e, muitas vezes, para poupar nos custos, as impressoras têm sistemas automatizados para revisão dos ficheiros, mas que podem deixar passar erros e enviá-los diretamente para produção.

 

Fatores comuns que impedem que um ficheiro esteja print-ready:

 

  1. Documento com as dimensões erradas;
  2. Cores definidas para RGB e não para CMYK;
  3. Spot Colors não definidas corretamente;
  4. Margens pequenas;
  5. Resolução de imagem baixa (deve ter pelo menos 300 dpi);
  6. Bleeds do documento não estarem corretas;
  7. Linhas de corte inexistentes ou mal colocadas;
  8. Imagens ou fontes não incluídas;
  9. Pouco contraste entre o texto e o fundo;
  10. Erros ortográficos ou gramaticais.

Tipo de Ficheiro

O tipo de ficheiro submetido para impressão também é importante, um ficheiro PDF de alta resolução é sempre preferencial. Ficheiros criados com outros programas profissionais como InDesign, Illustrator ou Photoshop, em que a terminação seja .EPS ou .TIF também são formatos bons para impressão. 

 

Contudo, os ficheiros criados por programas menos profissionais para esta área, como Word, Publisher ou PowerPoint, por vezes requerem algumas alterações posteriores para poderem ir para produção.

Cor errada​

Existem diferenças consideráveis entre uma impressora que teríamos em casa e uma impressora profissional mas, ainda assim, sem o código de cores certo, podem surgir problemas até mesmo no melhor equipamento de todos!

 

É possível escolher entre RGB ou CMYK quando se está a trabalhar num projeto que, à partida, será para impressão de alta qualidade, idealmente antes mesmo de o começar.

 

Por vezes, após a impressão, pode acontecer termos as cores erradas, mas o problema não está necessariamente no design. As impressoras não são todas iguais e não têm todas a mesma configuração. Para evitar falhas, é usado o sistema de cores CMYK que converte as cores em números para que estas sejam sempre interpretadas pelas impressoras da mesma forma.

 

Quando temos uma prova de cor, temos de ter em atenção que a cor que se vê no ecrã não é necessariamente a cor que irá sair na impressão. Isto acontece porque apesar do ficheiro estar em CMYK, os nossos ecrãs irão converter essas cores para RGB. Podes saber mais sobre RGB e CMYK no artigo “A cor: diferença entre cor-luz e cor-pigmento”.

Mas resolver as diferenças de cores de ecrã e cores impressas é apenas um dos problemas que podem surgir quando temos trabalhos para produção.

Diferentes Materiais​

É pouco profissional entregar um pacote de materiais com impressões de cores diferentes nas diferentes superfícies. Existem materiais mais ou menos apropriados para impressão e nem sempre fazem sentido para o projeto desenvolvido, por isso é necessário escolher com cuidado.

Cada material tem diferentes propriedades e estas afetam diretamente a qualidade de impressão, tal como o brilho da cor, a claridade das imagens, a capacidade de resistência mesmo quando dobrado e o tempo que será usado. Para teres a certeza de que o resultado é o esperado, deves fazer uma pesquisa sobre os possíveis materiais e superfícies:

  • Papel: Quando se pensa em impressão este é o primeiro material que nos vem à cabeça, mas nem todo o papel é igual. Existem vários tipos de papel e acabamentos, mas as principais categorias são: coated (revestido), uncoated (não revestido), natural ou sintético. impressão digital (calor) e papéis para offset (tinta líquida);
  • Plástico: as superfícies para impressão de plástico são feitas com uma grande variedade de materiais, incluindo acrílico e PVC. É uma opção que se destaca pela durabilidade e versatilidade;
  • Silicone: é um material de extrema durabilidade e podemos encontrá-lo numa grande variedade de cores. É muito usado para fins promocionais como pulseiras e capas de telefone;
  • Tecido: o tecido é o material ideal para impressões de grande escala, é o material mais usado para fazer bandeiras e outdoors. Uma das maiores vantagens de fazer impressões de grande escala neste material é a possibilidade de este poder ser dobrado ou enrolado para maior facilidade de transporte e sem riscos de estragos na impressão;
  • Couro: embora pareça uma escolha pouco usual, é bastante comum, pois permite fazer relevos e funciona com todas as cores de impressão CMYK. É uma boa opção para materiais de estacionário, como cadernos com capa de couro.

Como não existe uma única resposta certa, devemos ter atenção em alguns pontos cruciais na escolha da superfície de impressão:

 

  • Irá estar exposta aos elementos naturais?
  • Qual a durabilidade prevista de cada material?
  • Por quanto tempo será usado?
  • A mensagem principal é imagem ou texto?

Moral da história: a impressão parece algo simples, mas exige saber o que se está a fazer, com que objetivo, em que materiais. E isso requer experiência. Se precisas que os teus materiais fiquem perfeitos, trabalha com profissionais como a experiente Equipa de designers da Boomer!

Autor
Sara Madureira
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