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Diagnóstico de Marketing Digital: 5 pontos para avaliar a saúde Digital da tua empresa

Se não sabes como avaliar a saúde digital do teu negócio, damos-te 5 pontos chave para te orientares neste processo!

Há 2 anos, o Mundo parou. Milhões de pessoas viram-se obrigadas a ficar em casa e outras tantas empresas viram-se impedidas de abrir portas aos seus clientes. Como vimos no artigo “7 Pecados Digitais a não cometer durante a Pandemia de Covid-19”, numa altura de incerteza à escala global, muitas foram as empresas que procuraram no Digital a “salvação” para os seus negócios durante a Pandemia de Covid-19. Em Portugal, o número de registo de domínios .pt triplicou entre março e agosto de 2020, segundo o Jornal Expresso, e verificou-se um aumento de 10 vezes o número de lojas online no 1º semestre de 2020, segundo as “Páginas Amarelas”.

 

Muitas destas empresas não tinham qualquer presença online até à data. Podemos até considerar que a Pandemia foi o “empurrão” que muitas delas precisavam para “dar o salto” para o Digital, contudo, não basta estar presente, é preciso ter uma presença relevante e que seja autêntica para que os objetivos da marca sejam cumpridos nestes canais. Estes objetivos podem ser as vendas; aumentar o tráfego para o site ou, simplesmente, melhorar a presença da marca, como analisámos no artigo “A importância das redes sociais para o Marketing”

 

Neste sentido, importa avaliar a Saúde Digital da tua empresa, ou seja, fazer um diagnóstico da situação atual da comunicação da marca nos canais digitais, identificando problemas e oportunidades. Esta avaliação deve ser feita com alguma frequência para que possa corrigir eventuais falhas / erros, evitando situações de crise para a marca.

Apresentamos abaixo os 5 aspetos críticos que deves ter em consideração na avaliação do Marketing Digital da tua empresa:

1. A estratégia digital está alinhada com a estratégia da empresa?

A estratégia da empresa deve ir além do objetivo “vendas” e a comunicação é o segredo do negócio. É através da comunicação que a marca se diferencia da concorrência, que apresenta os seus serviços / produtos, que angaria e assegura a fidelização dos clientes. A imagem e reputação da empresa serão sempre o reflexo da sua comunicação externa e, não menos importante, da tua comunicação interna.

 

Para que todos os canais trabalhem para assegurar o sucesso da marca no mercado, é fundamental ter um Funil de Vendas bem definido e perceber quais as etapas da jornada do consumidor em que cada um deles irá impactá-lo e de que forma.

 

Para isso, recomendamos uma análise cuidada da estratégia de comunicação atual, respondendo às seguintes questões:

 

 

1. A estratégia de marketing digital está bem definida e alinhada com o posicionamento da marca ?

2. Qual o histórico da comunicação digital da marca (o que fazem e o que já fizeram)?

3. Quais as ações que estão a ser implementadas e a taxa de sucesso de cada uma delas?

4. Quais os resultados obtidos?

5. Quais os canais que mais contribuíram para os resultados positivos?

6. Qual o público-alvo atual e desejado?

7. Existe uma Base de Dados de clientes / potenciais clientes e como está a ser trabalhada?

8. Existem automatismos que ajudam a reduzir o tempo investido em processos manuais?

9. Que canais digitais estão a ser trabalhados (Website, Redes Sociais, Email Marketing, etc.)?

2. O website responde às necessidades de comunicação da marca?

Numa estratégia de comunicação, o website é uma peça chave, pois é a partir / através dele que a maior parte das interações com os clientes / potenciais clientes acontecem. Seja uma loja online, seja um website institucional ou até mesmo uma Landing Page, o importante é que seja capaz de comunicar a proposta de valor da marca assim que abrimos a página, os benefícios da marca / negócio e o que os fatores de diferenciação.

 

Para que o website funcione como embaixador da marca e gere vendas, direta ou indiretamente, é importante que responda às seguintes questões:

 

1. O website é responsivo e apelativo do ponto de vista gráfico?

2. Qual a experiência do utilizador no site (navegação, velocidade de carregamento, etc.)

3. Os conteúdos estão atualizados e são de qualidade?

4. Existe um blog que ajude a trabalhar SEO?

5. Os contactos da empresa estão no site e estão bem visíveis?

6. Existem botões “call-to-action” bem destacados?

7. Os links para as redes sociais estão visíveis?

8. Os certificados de segurança (SSL) estão instalados e atualizados?

9. O Google Tag Manager está instalado e configurado com as tags mais estratégicas?

10. Existem ferramentas de análise dos dados de tráfego e conversão, de forma a monitorizar as principais métricas?

3. Os conteúdos partilhados nos canais existentes estão a contribuir para a otimização dos motores de busca / SEO (Search Engine Optimization)?

Se trabalhas em Marketing, provavelmente, já estás farto de ouvir a famosa frase “o conteúdo é Rei”. Numa altura em que somos impactados com milhares de conteúdos diariamente, online e offline (e tendo em consideração que a nossa capacidade de atenção atualmente é de 8 segundos, abaixo dos 9 segundos de um peixe dourado, segundo um estudo da Microsoft) o que vamos reter no imenso oceano de mensagens é, nada mais, nada menos, do que aquilo que for relevante para nós!

 

A existência de um Blog, atualizado e com conteúdos relevantes, revela-se estratégica para a captação de novos clientes, mas também para a fidelização dos atuais, com temas que sejam do seu interesse. Se ainda não tens um Blog, recomendamos que penses seriamente em criar um!

Neste sentido, é importante conseguir criar conteúdos que ajudem a posicionar o site nos motores de busca, com as palavras-chave estratégicas para o negócio, através de um trabalho constante na otimização e pesquisa das tendências de pesquisa, da concorrência, etc.

 

No fundo, aquilo que precisas é de pôr em prática as “10 Dicas valiosas de SEO”  que partilhámos n’O Raio do Blog.

4. As Redes Sociais são eficazes e estão a alcançar as personas digitais?

Como vimos no artigo “Social Commerce – o que é e como te pode ajudar a vender mais?”, em todo o mundo, as pessoas passam em média duas horas e vinte e sete minutos por dias nas Redes Sociais, segundo o Hootsuite, e de acordo com a pesquisa feita pela The Influencer Marketing Factory82% dos entrevistados afirma ter descoberto novos produtos nas Redes Sociais e que o compraram através dos seus smartphones. O estudo revela ainda que 97% dos consumidores da Geração Z utilizam as Redes Sociais como a sua principal fonte de inspiração no que diz respeito a compras.

 

Se estes números não são suficientes para te convencer a investir na gestão profissional das tuas redes sociais, então, a comunicação da tua empresa precisa U-R-G-E-N-T-E-M-E-N-T-E de ajuda!

As redes sociais dão trabalho, muito trabalho! Engane-se quem acha que pode gerir uma página nos “tempos livres”, porque os resultados disso serão, no mínimo, desastrosos para a marca.

Mais do que estar presente em todas as redes sociais porque “estão na moda”, importa compreender quais as que são estratégicas para o teu negócio. Não precisas de estar em todas, precisas de estar naquelas onde está o teu público-alvo!

 

Para realizar um diagnóstico da tua presença nas redes sociais, importa analisar:

 

1. Quais as redes sociais em que a tua marca está presente e qual a importância de cada uma delas para o negócio?

2. Existe um compromisso com estes canais, ou seja, qual a frequência e relevância das publicações para os teus seguidores?

3. A gestão das redes sociais é feita de forma profissional, com investimento em boas imagens e vídeos que ajudem a “vender” a marca e a fidelizar os seguidores à página?

4. Existe uma estratégia bem definida e alinhada com os objetivos de comunicação, em específico, e do negócio, em geral?

5. Há um investimento em publicidade paga que ajude a minimizar os cada vez mais fracos resultados do alcance orgânico para as páginas?

6. Há uma monitorização dos resultados obtidos em cada canal (análise dos KPI e métricas)?

5. A publicidade online está a converter e a gerar vendas?

Como referimos no ponto anterior, o alcance orgânico das páginas tem vindo a descer abruptamente, tendo atingido no passado mês de março, a taxa mais baixa do último ano no Facebook (2,5%) e um dos mais baixos comparativamente ao ano passado no Instagram (7,89%), segundo dados da Social Status, divulgados este mês.

 

Para este facto muito tem contribuído o crescente investimento dos gigantes Google e Meta (detentora do Facebook e Instagram) nas plataformas como canais de venda, “obrigando” os anunciantes a apostar cada vez mais em conteúdos patrocinados para conseguirem dar visibilidade às suas páginas.

 

Uma boa definição das plataformas onde vamos anunciar os nossos serviços / produtos é fundamental para conseguirmos converter cliques em leads e, assim, gerar vendas.

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Autor
Marisa Coutinho
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