Como usar a Inteligência Artificial no trabalho (sem stress)?

“A Inteligência Artificial não vai roubar o teu emprego, mas quem souber usá-la… talvez roube.” Já ouviste esta frase, certo? Calma, não entres em pânico!
A Inteligência Artificial já deixou de ser uma coisa do futuro e é, hoje, uma presença bem real no nosso dia a dia de trabalho. E sim, ela pode ser uma aliada incrível — desde que saibas usá-la sem te deixares afetar pelo FOBO (Fear Of Becoming Obsolete)!
Segundo um artigo da The Muse, muitos profissionais estão a sentir o que chamam de “AI burnout”.
O motivo? Aquela ansiedade de ter de acompanhar tudo, experimentar todas as ferramentas, ser mais produtivo, mais criativo, mais eficiente… tudo ao mesmo tempo!
O resultado? Um cansaço mental gigante, uma sensação de que estás sempre atrasado e que nunca vais ser “bom o suficiente” se não fores uma espécie de super humano com um copiloto robótico ao lado.
Respira fundo. Vamos descomplicar!
A IA é uma ferramenta, não um substituto: não vai substituir o teu talento, a tua empatia ou a tua criatividade. Vai, sim, ajudar-te a seres mais produtivo e a teres um papel de curadoria/direção e menos operacional nos processos.
Aliás, de acordo com um artigo recente da HR Portugal, existem pelo menos 20 profissões que estão seguras da ameaça da IA. E porquê? Porque exigem pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade, e acima de tudo: humanidade!
Estamos a falar de áreas como Psicologia e terapia, Medicina geral e enfermagem, Professores e educadores, Profissionais de recursos humanos, Diretores criativos, especialistas em branding e estrategas, Artistas, guionistas, designers e profissionais da cultura.
Isto mostra que o que nos torna insubstituíveis é precisamente o que a IA não consegue replicar: empatia, julgamento, criatividade não-linear e o toque humano.
Aqui vão algumas dicas que te vão ajudar a usares a IA (sem stress!):
1. Escolhe as tuas ferramentas (e não todas de uma vez!)
Não tens de usar todas as apps de IA que aparecem no teu feed! Começa com uma ou duas — por exemplo, um gerador de texto como o ChatGPT e uma ferramenta de imagem como o Midjourney. Domina-as primeiro, depois podes evoluir ou testar outras e decidir se integras ou não no teu trabalho.
2. Define o teu objetivo antes de abrires a ferramenta
Antes de perguntares à IA “O que posso fazer hoje?”, pensa: “O que preciso mesmo de resolver?”. Assim evitas aquela viagem sem fim de prompt em prompt que só te faz perder tempo (e paciência).
3. Usa IA para acelerar, não para automatizar tudo
Sim, a IA pode escrever um artigo, fazer um post ou montar uma imagem. Mas se não deres o teu toque, vais parecer… genérico. E ninguém quer isso. Usa-a para acelerar tarefas chatas ou repetitivas, e guarda o teu cérebro para o que realmente importa!
4. Cria um “kit de prompts” pessoal
Ao longo do tempo, vais perceber que há perguntas e instruções que funcionam melhor para ti e para o teu estilo de trabalho. Guarda-as! Faz o teu próprio “promptbook” para teres sempre à mão. Menos stress, mais eficiência. Dica: cria um GPT no ChatGPT especializado para cada tarefa ou objetivo.
5. Partilha com a tua equipa
Não caias na armadilha do “tenho de saber tudo sozinho”. Partilha o que estás a testar com os teus colegas, aprende com eles, troquem dicas. Criar uma cultura de aprendizagem colaborativa com IA é meio caminho andado para evitares o FOBO!
Nunca te esqueças que, apesar da extrema utilidade e produtividade que te pode trazer, a IA não consegue decifrar a linguagem corporal das pessoas numa reunião ou numa sala de aula. Não vai captar as entrelinhas de um cliente insatisfeito. Não vai sentir quando uma ideia tem aquele “brilho” especial. E muito menos vai substituir o teu bom gosto ou a tua visão estratégica!
Queres dominar tudo isto de forma prática e criativa? Se ficaste com vontade de aprender a usar a IA de forma descomplicada, sem jargões e com resultados reais no teu trabalho, temos uma boa notícia: o nosso curso IA Criativa arranca já no dia 01/04!
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Marisa Coutinho
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