Os 7 pecados mortais do marketing nas PME
Se tens uma PME, é provável que já tenhas sentido isto: o marketing “devia” trazer resultados, mas na prática vira um loop de urgências, ideias soltas e decisões em cima do joelho.
O outsourcing de marketing pode ser a diferença entre uma PME crescer com consistência… ou andar em círculos a apagar fogos. Quando funciona, tens estratégia, execução e melhoria contínua sem precisares de montar uma equipa interna gigante. Quando não funciona, não é por falta de talento, é por causa de comportamentos que sabotam o processo.
Neste artigo, deixo-te um resumo dos “7 pecados mortais” que mais vejo a travar resultados nas PME’s:
1) “Eu sei o que funciona” (a.k.a Soberba)
Este é o pecado mais comum quando uma PME contrata uma agência… mas quer continuar a decidir tudo… por intuição! “Eu não gosto”, “sempre fizemos assim”, “o nosso público não é assim”.
Na ânsia de proteger a marca, o cliente sente que “tem de controlar” tudo, mas a verdade é que a Agência é contratada para entregar estratégia, mas o cliente pede obediência. Um bom outsourcing questiona, analisa, planeia e refuta quando necessário não executa cegamente!
O resultado: a agência vira mera executora e perde o principal valor, o pensamento crítico e o know-how.
Para evitar este “conflito” deve ficar claro entre o cliente e Agência que a opinião é bem-vinda, mas a decisão deve ser guiada por dados, coerência de marca e testes… muitos testes! Ou seja, a PME define a direção do negócio; a agência define o melhor caminho de comunicação (com justificação e dados).
2) “Quero muito… com pouco” (a.k.a Avareza)
Marketing não faz milagres. Dá para otimizar custos, sim. Mas quando a expectativa é “quero leads e vendas todos os dias” com orçamento mínimo e zero investimento em marketing, os resultados não aparecem!
Quando a empresa tem o orçamento apertado e medo de “gastar mal”, e a agência tem metas altas com recursos baixos, a frustração é garantida.
A melhor forma de combater a “avareza” no marketing é alinhar investimento realista (horas + ferramentas + media + produção) e metas proporcionais.
3) “Quero tudo ao mesmo tempo” (a.k.a Luxúria)
“Vamos fazer TikTok”, “vamos fazer podcast”, “vamos fazer anúncios”, “vamos fazer eventos”, “vamos fazer SEO”… tudo na mesma semana.
Quando o medo de ficar para trás é maior do que a visão do negócio (e do que o orçamento disponível), vai gerar muita atividade, mas pouca consistência e quase nenhum impacto real.
O objetivo será priorizar por ciclos (sprints). Escolher 1–2 alavancas principais por mês e só expandir quando já há base.
4) “O concorrente fez, eu também quero” (a.k.a. Inveja)
Nada contra inspiração – afinal, todos nos inspiramos em algo, certo?
O problema é copiar sem contexto. O concorrente pode ter margens maiores, mercado diferente, equipa interna, histórico de marca, budget de anúncios e uma máquina de vendas bem montada.
Querer resultados rápidos e prova social, sem estratégia, vai resultar numa marca genérica, comunicação confusa e zero identidade.
Toma conta do teu quintal: usa a concorrência como referência e não como molde! A chave do sucesso é perceber “o que podemos fazer melhor e diferente para o nosso público?”
5) “Mais conteúdo, mais reuniões, mais tudo” (a.k.a. Gula)
Querer volume sem critério é como ir ao restaurante e pedir a lista toda, mas só conseguir comer um prato!
Pedir muitas peças por mês sem estratégia, exigir reuniões constantes, feedback infinito, revisões sem fim é tenta compensar incerteza com quantidade.
O resultado é uma equipa desgastada e perda de qualidade e foco no que realmente interessa.
Criar um calendário com prioridades (o que mexe nos KPIs) e reuniões curtas com decisões claras é a solução para quem tem “mais olhos do que barriga.”
6) “Preciso disto para ontem!” (a.k.a. Ira)
O que mais mata a criatividade de uma agência é a cultura da urgência: pedidos em cima da hora, mudanças de última hora, pressa em aprovar, pressa em lançar, pressa em “resolver”. E depois… o caos criativo.
Para não teres uma equipa à beira de um ataque de nervos, há regras simples: prazos de feedback, canal único de pedidos e planeamento por sprints.
7) “Vamos vendo” (a.k.a. Preguiça)
Quando o é briefing fraco, há falta de acessos, falta de dados, falta de decisão, não há intenção de sabotar, mas há uma passividade que mata a performance.
Se a agência não tem informação suficiente, vai trabalhar às cegas e não consegue otimizar.
Para evitar cair neste “pecado”, certifica-te que existe uma check-list de arranque: objetivos, público, oferta, KPIs, acessos a contas e um decisor definido. Sem isto, vais passar o tempo a rezar!
Os 7 pecados têm uma coisa em comum: não são “problemas de marketing”. São problemas de expectativas, processos e confiança entre a PME e o parceiro. Quando o outsourcing é tratado como departamento externo (e não fornecedor de tarefas), a conversa muda: menos urgências, mais consistência, mais resultados e menos “faz como eu acho”, mais “faz como o mercado responde”.
O outsourcing de marketing é uma parceria: a PME traz contexto, decisão e compromisso; a agência traz estratégia, execução e visão externa.
Queres ter um parceiro de outsourcing de marketing que entende o teu negócio para que o marketing não se torne um “inferno”? Fala connosco!
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Marisa Coutinho
CEO

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