Jun. 08

Creative Problem Solving: o que é e como podes aplicar?

Quantas vezes encontras problemas para os quais não consegues descobrir soluções? Nessas alturas, a criatividade é a resposta de que precisas! Hoje, vamos falar-te sobre uma das principais técnicas de criatividade que podes usar para responder eficientemente a esses problemas mais complexos de uma forma criativa e inovadora: o Creative Problem Solving (CPS).

Este processo foi originalmente desenvolvido por Alex Osborn e Sid Parnes em 1940, na mesma altura em que foi criado o processo de brainstorming por Osborn, que nos dias que correm é um dos métodos criativos mais usados no mundo para gerar ideias.

A aplicação deste processo parte de dois pressupostos gerais:

  1. • Todos são, de alguma forma, criativos;
  2. • Skills criativas podem ser ensinadas e desenvolvidas.

O processo de CPS está dividido em 3 grandes fases:

  1. • Explorar o desafio;
  2. • Gerar ideias;
  3. • Implementar as soluções.

1. Explorar o Desafio

Na primeira fase, deves preocupar-te com definir qual é o teu verdadeiro desafio, o que é que queres resolver, quais são os teus objetivos concretos, procurar aquilo que é mais importante. De seguida, deves encontrar o máximo de informação possível acerca do teu desafio, procurar os factos e que tipo de ações já foram tomadas anteriormente. Por último, deves identificar qual é o problema concreto, definir bem a questão à qual pretendes responder.

2. Gerar Ideias

Nesta fase, o primeiro passo consiste em conseguires gerar o máximo de ideias possíveis para o teu problema. Para tal, podes usar o brainstorming que te irá permitir chegar a essa lista de ideias. Perante esta lista, deves agora definir os critérios de análise dependendo da circunstância do problema que estás a trabalhar e chegar às ideias mais promissoras.

3. Implementar as Soluções

Chegado à última fase do processo, deves agora pegar nas ideias mais promissoras e tentar perceber como é que as podes melhorar de modo a poderes aplicá-las na realidade e perceber também como é que podes testá-las no mundo real. Concluído esse processo, agora está na hora de saberes como é que as vais aplicar no teu problema, quem o vai fazer, onde, quando... O último passo passa por analisar os resultados das tuas soluções e trabalhar com esses resultados.

Durante o uso deste processo criativo são praticados dois modos de pensamento que deves ter em conta: Pensamento Divergente e Pensamento Convergente.

Por um lado, o pensamento divergente diz-nos que devemos pensar fora da caixa, combinar ideias de forma invulgar, criar ideias e soluções que fujam do paradigma habitual. Para aplicar este modo de pensar deves afastar qualquer tipo de julgamento das tuas ideias e procurar a quantidade ao invés da qualidade.

Por outro lado, o pensamento convergente segue-se depois do pensamento divergente e, por isso, devemos analisar os resultados obtidos através de critérios que tu próprio podes delinear e partir para uma perspetiva mais crítica e realista perante as tuas ideias. Em oposição ao pensamento divergente, para aplicar este modo de pensamento tens agora de procurar melhorar as ideias obtidas, ser criterioso e estabelecer uma ligação realista entre as tuas ideias e os teus objetivos.

Agora que aprendeste a parte teórica, é altura de “meter as mãos na massa”. Estás pronto para usar este processo nos problemas que te aparecerem pela frente nos próximos tempos!

Se este artigo foi útil para ti, não hesites e partilha-o com os teus amigos ou colegas! 

Classifique este item
(1 Vote)

ARTIGOS RELACIONADOS