Out. 15

Como usar Tipografias de forma Eficaz

 

Constantemente presente nas nossas vidas, muitas vezes sem lhe darmos a devida importância, a tipografia é algo que influencia bastante a nossa comunicação. Atualmente, existem inúmeras tipografias à disposição de escritores, designers, artistas e todas as outras profissões que usam texto no seu trabalho. 

Um bom uso da tipografia é fundamental no design gráfico, sendo talvez o segundo aspeto a que os nossos olhos se prendem, a seguir à cor. Como tal, é necessário sabermos um pouco sobre tipografia de forma a conseguirmos comunicar melhor.

O uso de muitas tipografias diferentes, além de provocar distração, também dificulta a tarefa do leitor, pois este tem de abrandar significativamente a sua leitura/apreensão para conseguir interpretar os diferentes estilos de caracteres.

Normalmente, numa peça de design não se usa mais de 3 tipografias diferentes e, na maioria dos casos, duas são suficientes. Tem-se este limite como norma por se considerar que apenas duas a três tipografias diferentes tornam o aspecto visual mais simples e consistente.

 

 Tipografia: categorias e estilos para todos os gostos!

 

As tipografia podem ser divididas em diversas categorias e estilos, mas, geralmente, são sintetizada em apenas quatro:

 

#1 - Serifadas

São tipos de letra com ligeiros traços ou prolongamentos nas extremidades ou no final das hastes de algumas letras. Por norma, são utilizadas em grandes blocos de textos, como é o caso dos livros impressos, por serem caracteres individuais mais distintos e fáceis de reconhecer pelo nosso cérebro.

Fazem parte desta categoria: Estilo antigo, Egípcia ou slab-serif, Moderna, Híbrida.

  

#2 - Sem-Serifa (sans-serif)

São tipos de letra com formas mais simples e minimalistas. São utilizadas, sobretudo, na Web ou em formatos digitais devido à sua simplicidade e fácil representação em pixels, quando comparadas com as fontes serifadas. Fazem parte desta categoria: Grotesca, Humanista, Geométrica.

 

#3 - Manuscritas

Tal como o nome indica, são tipos de letra que reproduzem a escrita à mão. Não devem ser usadas como corpo de texto, pois tornam-se cansativas e confusas de ler. Fazem parte desta categoria: Blackletter, Caligráfica, Cursiva.

 

#4 - Decorativa/ Display

Todas as que têm um estilo único e não se enquadram nas outras categorias. Usadas em grandes títulos, sobretudo em posters com poucas palavras, raramente excedendo uma frase.

 

Hierarquia Visual

Tirando partido das diferentes famílias tipográficas, existem vários atributos que devem ser considerados para construir uma boa hierarquia visual. É mais fácil compreender a informação quando as diferentes ideias estão organizadas visualmente e esse é o principal motivo pelo qual a hierarquia é tão importante.

Um exemplo comum é o de um website, onde um título no topo da página será maior do que o menu de navegação ou do que o corpo do texto. Isto serve como indicador visual que permite ao leitor identificar a ordem e o contexto do que está a ler, criando uma narrativa de forma natural, sem ter de pensar conscientemente nesse fator.

 

Para uma tipografa de peso

O peso de uma tipografia refere-se à espessura dos caracteres. O peso mais conhecido e utilizado além do regular, é o bold, embora existam famílias tipográficas com uma vasta quantidade de pesos, sendo o mais comum entre 4 e 6. Com o aparecimento da web e das fontes variáveis, o peso de uma fonte pode ser classificado com um sistema numérico entre 100 e 900, do mais fino para o mais grosso, sendo que o peso regular é 400.

 

 

Contraste 


Uma das formas de dar ênfase a uma frase, palavra ou ideia, de forma a obtermos a informação de forma mais rápida e sucinta, é utilizar o contraste a nosso favor. Variar de tamanho, peso ou cor, como forma de dar destaque, puxa pela atenção dos nossos olhos e traz ao texto uma aparência mais interessante. Deveremos ter alguma caução quanto ao uso de negritos ou outras formas de destaque, pois perdem importância se forem usados excessivamente

Além disso, também devemos ter atenção às cores usadas e ao contraste entre o texto e o fundo, seja este uma cor sólida ou uma imagem, caso contrário poderão haver problemas de legibilidade, levar ao cansaço e consequentemente ao abandono da leitura. Um dos recursos a utilizar em caso de dúvida é o site Coolors no qual podemos selecionar as cores do texto e fundo, que são avaliadas numa escala de 1 a 21, em que quanto maior o valor, maior será o contraste.

 

Alinhamento

O alinhamento pode ser aplicado tanto a texto como imagens e refere-se à linha imaginária para a qual estão orientados. Este deverá ser o mais consistente possível em cada conjunto de linhas ou imagens, para criar distâncias iguais entre os objetos ou caracteres. Numa página ou composição é bastante comum o uso do alinhamento ao centro em títulos e cabeçalhos, pois é outra forma de contrastar com o corpo de texto.

Como lemos da esquerda para a direita, geralmente é mais correto alinhar o texto à esquerda, principalmente no caso de textos longos. Por vezes é tentador utilizarmos o alinhamento ao centro, mas deve ser evitado em excesso, pois pode tornar-se confuso e desequilibrado. O alinhamento à direita pode ser interessante em pequenas anotações, ou quando existem mais de uma coluna na composição.

 

Espaço em Branco

O espaço em branco é talvez o elemento menos considerado dos falados anteriormente, e refere-se ao vazio existente à volta do texto ou objetos. Pode ter a forma de margens, espaçamento entre linhas e entre caracteres. A sua importância deve-se ao facto de criar uma experiência visual mais agradável, por controlar a lotação do espaço ocupado, mas também é responsável pelo destaque criado ao que estiver a rodear.

Quando o espaço entre caracteres é abundante, temos tendência para ler a palavra ou a frase mais devagar, demonstrando que uma palavra necessita literalmente de “espaço para respirar”.

 

No futuro, falaremos mais sobre type design e anatomia das tipografias!

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